
Esse post vai ficar longo.
"Nem clareava direito quando o som maldito do celular tocou, ecoando nos tímpanos de uma mulher despida na cama, fazendo que ela, mal humoradamente, desligasse o aparelho e se levantasse, mostrando os seios médios em forma de tigela enquanto se espreguiçava. Sua pele era morena clara, e se confundia com o cobertor felpudo tom de mel e o lençol igualmente tonalizado que ela usou para dormir.
Brilhava: Tanto sua pele macia sem odores quanto a fino cobertor felpudo.
Os cabelos eram como o de toda mulher que acorda cedo – despenteados e revoltos como os cabelos de uma medusa – mas a coloração avermelhada e castanhas sardas que tinha no rosto davam a ela um ar helenístico, e os olhos, de um avelã excepcionalmente avermelhados também, davam ao contexto da figura uma aparência sanguínea vivaz e difusa de seus contornos.
Ela se pôs de pé, suavemente curvada e apoiada em uma perna , o que deixava exposto o tamanho de suas ancas protuberantes, e as cochas grossas como as de uma égua baia não domada. Seus lábios são grossos, especialmente o beiço era carnudo e avermelhado sem a necessidade de um batom, e os outros detalhes, creio que os imaginem agora que eu já falei de tudo, era de um tamanho avantajado, chegando quase a ser grosseiro, mas extremamente convidativa. A pele escura de sua posse valiosa e a rala penugem de seu corpo aumentavam impetuosamente a imagem dualística de uma mulher de corpo animalesco e vulgar, e rosto angelical. Sua primeira ação no dia que começava foi: ligar as luzes, encontrar uma garrafa" de vodka, e tomar um gole. Depois levou a mão a cabeça e exclamou: Hoje vai ser um dia daqueles.
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